O que encontramos em campo
O que os nossos relatórios mostram em indústrias, hospitais e shoppings do Nordeste atendidos desde 2020.
Contagem feita nos relatórios técnicos emitidos pela Mont Engenharia desde 2020.
Prazos de validade e periodicidade
Periodicidades de referência que a Mont usa na rotina de cada serviço. O prazo que vale é sempre o da norma aplicável, do fabricante, da concessionária ou do contrato do cliente.
| Serviço | Periodicidade | Observação |
|---|---|---|
| Laudo de SPDA | 1 ano | NBR 5419-3. Intervalos maiores só em instalações de menor risco. |
| Medição de aterramento | 1 ano | 6 meses em solo variável ou ambiente agressivo. |
| Manutenção de subestação | 1 ano | Inspeção, limpeza e reaperto. Ensaios em equipamentos: 1 a 3 anos (NBR 14039, NR-10, fabricante). |
| Inspeção termográfica | 6 meses a 1 ano | Sem prazo normativo fixo. Semestral em indústrias críticas. |
| Análise do óleo do transformador | 1 ano | A cada 2 anos em equipamentos de menor criticidade; cromatografia semestral em equipamentos críticos. |
| Estudo de proteção e seletividade | Sem validade fixa | Revisar a cada alteração e, como boa prática, a cada 3 a 5 anos. |
| Teste de relé de proteção | 1 a 3 anos | Conforme fabricante e concessionária. Muitos clientes testam todo ano. |
| Estudo de arco elétrico | A cada alteração | Revisado junto com o estudo de curto-circuito e seletividade. |
| Prontuário NR-10 (PIE) | Revisão anual | Atualizar a cada mudança na instalação (NR-10, item 10.2.4). |
| Treinamento NR-10 e SEP | 2 anos | Reciclagem antecipada em troca de função ou afastamento maior que 3 meses. |
| Treinamento NR-35 (altura) | 2 anos | Reciclagem bienal. |
| Ensaio de luva isolante | 6 meses | Ensaio dielétrico. Demais EPCs: em geral 12 meses. |
| Ensaio de para-raios de MT/AT | 1 a 3 anos | Conforme o plano de manutenção. |
| Manutenção de gerador | 6 meses a 1 ano | Partida mensal; teste com carga semestral ou anual. |
| Laudo NR-12 (máquinas) | Sem validade fixa | Reavaliar a cada modificação da máquina ou do processo. |
O que fazer em uma emergência elétrica
Situações que mais fazem o cliente ligar para a Mont. Para cada uma: o que fazer na hora, com segurança, e o que a nossa equipe faz ao chegar. Atendimento emergencial 24h: (85) 99744-5868.
| Situação | O que fazer na hora | O que a Mont faz |
|---|---|---|
| O disjuntor desarma toda hora | Reduzir cargas, não rearmar várias vezes seguidas e não trocar por um disjuntor maior. | Medição de corrente, busca do circuito em sobrecarga, curto ou fuga, e verificação de conexões. |
| O transformador esquenta, faz ruído ou vaza óleo | Afastar as pessoas, não abrir nem tocar, desenergizar só se for seguro e previsto no procedimento. | Inspeção, análise do óleo, termografia e avaliação de carga e ventilação. |
| Cheiro de queimado ou fumaça no quadro | Evacuar, acionar os Bombeiros (193) se houver fumaça ou fogo e nunca usar água. | Inspeção do quadro, troca de componentes danificados e termografia preventiva nos demais. |
| Alguém levou choque ao encostar em máquina ou carcaça | Afastar a pessoa sem tocá-la enquanto energizada, desligar e chamar o SAMU (192). | Verificação de aterramento, fuga de corrente e equipotencialização. |
| Multa da concessionária (reativo excedente ou demanda ultrapassada) | Guardar a fatura, ler o motivo e o prazo e não pagar nem contestar sem entender a causa. | Diagnóstico da conta, dimensionamento de banco de capacitores e adequação de demanda. |
| A concessionária notificou proteção inadequada ou reprovou a vistoria | Anotar as pendências e os prazos da notificação. | Estudo de proteção e seletividade, ajuste e teste de relé e correção das pendências. |
| Caiu um raio e equipamentos queimaram | Desligar o que for seguro, evitar a área durante a tempestade e fotografar os danos para a seguradora. | Inspeção extraordinária do SPDA, avaliação do aterramento e proteção contra surtos (DPS). |
| A subestação desligou sozinha ou o relé atuou | Não religar antes de saber a causa e preservar os registros do relé. | Análise do evento, inspeção da instalação e, se necessário, revisão do ajuste. |
| O gerador não partiu na queda de energia | Verificar o básico visível (combustível, bateria) sem mexer no equipamento. | Manutenção corretiva, teste do quadro de transferência e teste com carga. |
| Fiscalização, seguradora ou auditoria pediu um laudo vencido ou ausente | Levantar o prazo dado e qual documento específico foi pedido. | Laudo em até 1 dia útil após o serviço em campo e regularização da documentação. |
| Cabo derretido, conector queimado ou ponto quente | Desligar o circuito se for seguro e isolar a área. | Termografia, correção e reaperto, e revisão do restante da instalação. |
| Entrou água no quadro ou na subestação | Não religar nem tocar e manter a área isolada. | Inspeção, secagem, testes de isolamento e liberação segura para religação. |
| Acidente ou quase-acidente com arco elétrico | Socorrer a vítima, isolar a área, não religar e preservar o local. | Análise técnica, estudo de arco elétrico e correção do que causou o evento. |
Sobre a Mont Engenharia
Quais serviços a Mont Engenharia realiza?
Instalações elétricas de baixa e média tensão, manutenção e inspeção de subestações, SPDA, aterramento, inspeção termográfica, adequação à NR-10, retrofit de máquinas industriais com adequação à NR-12 e manutenção de geradores, além de estudos de proteção e seletividade, prontuário de instalações elétricas e montagem de painéis.
Em quais regiões vocês atendem?
Em todo o Nordeste, não só em Fortaleza e no Ceará: Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e Maranhão. Outros estados são atendidos sob demanda.
Vocês fazem atendimento de emergência?
Sim. A Mont tem atendimento emergencial 24h para qualquer cliente. O atendimento comercial é de segunda a sexta, das 8h às 18h, mas os serviços em campo são feitos em qualquer horário, inclusive à noite e em fins de semana, para não parar a produção.
Como peço um orçamento?
Pelo WhatsApp (85) 99744-5868 ou pelo e-mail contato@montengenharia.com.br. Informe o tipo de serviço, a cidade, a tensão de operação da instalação e, se tiver, laudos ou diagramas anteriores. Em caso de dúvida sobre o escopo, fazemos uma visita técnica antes da proposta.
Que documentos eu recebo ao final do serviço?
Laudo técnico com responsável técnico habilitado, registros fotográficos, medições e recomendações. O documento é entregue em até 1 dia útil após a conclusão do serviço em campo.
Como funciona o controle de validade dos laudos?
A Mont usa tecnologia própria para monitorar o vencimento de cada laudo e de cada item da NR-10. Antes do prazo, avisamos o cliente para programar a renovação sem risco de autuação.
Vocês atendem empresas de qualquer porte?
Sim: indústrias, hospitais, shoppings, centros de distribuição, comércio, construtoras e condomínios. O escopo e o prazo variam com o porte da instalação, e a proposta é feita sob medida.
SPDA e aterramento
O que é o laudo de SPDA e quando ele é exigido?
É o documento que atesta que o sistema de proteção contra descargas atmosféricas (captores, descidas, conexões e aterramento) está íntegro e atende à ABNT NBR 5419:2026. É exigido em indústrias, comércios, condomínios e edificações com risco de incêndio ou grande circulação de pessoas, e costuma ser cobrado por seguradoras, Corpo de Bombeiros e auditorias.
Qual a validade do laudo de SPDA?
A recomendação para indústrias e locais de maior risco é inspeção anual. A NBR 5419-3 admite intervalos maiores para instalações de menor risco, mas o mercado adota 1 ano como padrão seguro.
O que é medido no aterramento?
A resistência de aterramento (ohmagem) e a continuidade das conexões e da equipotencialização. Os valores são comparados ao projeto e ao que a norma e a concessionária exigem, e o laudo traz as medições ponto a ponto.
Com que frequência medir o aterramento?
Anualmente, junto com a inspeção do SPDA. Em solo muito variável ou ambiente agressivo, vale medir a cada seis meses.
Preciso refazer a inspeção depois de uma descarga atmosférica?
Sim. Após uma descarga direta na estrutura, a inspeção extraordinária verifica danos em captores, descidas, conexões e no aterramento, mesmo que o laudo anual ainda esteja válido.
A Mont instala e também faz o laudo?
Sim. A Mont atua tanto na instalação e adequação do SPDA e do aterramento quanto na inspeção periódica e emissão do laudo.
Subestações, termografia e geradores
Por que fazer manutenção preventiva na subestação?
Para evitar paradas não programadas, reduzir risco de acidente e manter a instalação em conformidade com a NBR 14039 e a NR-10. Falhas em conexões, isoladores, chaves e proteção costumam aparecer antes da pane, e a inspeção periódica as identifica a tempo.
Com que frequência a subestação deve ser inspecionada?
A inspeção com limpeza e reaperto é anual. Ensaios em transformador, disjuntores e transformadores de medição seguem o plano do fabricante e costumam variar de 1 a 3 anos.
A manutenção exige desligar a subestação?
A maior parte dos serviços exige desenergização, e a Mont programa a parada com o cliente para reduzir o impacto na produção. Algumas verificações, como a termografia, são feitas com a instalação em operação.
O que é a inspeção termográfica?
É a leitura de temperatura por câmera infravermelha em quadros, barramentos, disjuntores, conexões e transformadores. Ela localiza pontos de aquecimento anormal sem desligar a instalação. A periodicidade usual é semestral ou anual, conforme a criticidade da operação.
Vocês fazem manutenção de geradores?
Sim. O serviço inclui inspeção, manutenção preventiva e corretiva e teste de funcionamento. Recomendamos partida mensal e teste com carga semestral ou anual, além das revisões por horas de uso indicadas pelo fabricante.
Proteção, coordenação e relés
O que é o estudo de proteção, coordenação e seletividade?
É a análise que define os ajustes dos relés e dispositivos de proteção para que, numa falta, atue só o equipamento mais próximo do defeito e o restante da instalação continue energizado. O estudo parte do diagrama unifilar e do cálculo de curto-circuito e termina nos coordenogramas e na tabela de ajustes.
Quando é preciso fazer ou atualizar o estudo?
Na energização de uma nova subestação, na ampliação de carga, na troca de transformador ou de relé e quando a concessionária exige. O estudo não tem validade fixa, mas deve ser revisado a cada alteração na instalação e, como boa prática, a cada 3 a 5 anos.
O que é o estudo de arco elétrico (arc flash)?
É o cálculo da energia incidente que um trabalhador receberia diante de um arco elétrico, usado para definir a categoria de EPI e a distância segura de trabalho. Ele é revisado junto com o estudo de curto-circuito e seletividade.
O que inclui o comissionamento do relé de proteção?
Conferência da parametrização, testes de injeção secundária nas funções de proteção, verificação da lógica e dos disparos e emissão de relatório de ensaio. Os testes periódicos costumam ser anuais ou a cada 1 a 3 anos, conforme o fabricante e a concessionária.
Vocês também fazem o diagrama unifilar?
Sim. O diagrama unifilar é a base dos estudos e é elaborado ou atualizado pela Mont conforme o levantamento da instalação.
NR-10 e NR-12
Quem precisa se adequar à NR-10?
Todo empregador cujos trabalhadores atuem em instalações elétricas ou em suas proximidades, em qualquer fase: projeto, construção, operação ou manutenção. Isso inclui indústrias, comércio, hospitais e condomínios com equipe própria ou terceirizada.
O que é o prontuário de instalações elétricas?
É o conjunto de documentos que comprova a conformidade da instalação: diagramas, memoriais, procedimentos, laudos de SPDA e aterramento, relatórios de inspeção e certificações de equipamentos e trabalhadores. É obrigatório em estabelecimentos com carga instalada acima de 75 kW, revisado ao menos uma vez por ano e atualizado a cada mudança na instalação.
Qual a validade do treinamento NR-10?
O curso básico (40 h) e o complementar SEP (40 h) têm reciclagem a cada 2 anos. Também é preciso reciclar na troca de função, na mudança de empresa ou de instalação, no retorno de afastamento superior a 3 meses e em modificações significativas na instalação.
Todo trabalhador precisa do curso complementar SEP?
Não. O SEP é obrigatório para quem trabalha em sistemas elétricos de potência (geração, transmissão e distribuição) ou próximo a eles, e só vale com o NR-10 básico em dia.
Com que frequência os EPIs e EPCs devem ser ensaiados?
Luvas isolantes: ensaio dielétrico a cada 6 meses. Demais EPCs, como mantas, tapetes, bastões e detectores de tensão, costumam ser ensaiados a cada 12 meses, conforme a norma do item e o fabricante.
O que é o retrofit de máquinas com adequação à NR-12?
É a modernização de máquinas industriais para que atendam à NR-12: proteções fixas e móveis, intertravamentos, botões de emergência, circuitos de comando seguros e documentação. A Mont executa a adequação elétrica e de segurança e entrega o laudo de conformidade, reavaliado a cada modificação da máquina ou do processo.
Mitos e erros que mais vemos em campo
| Tema | Mito | Na prática |
|---|---|---|
| SPDA | O para-raios protege os equipamentos eletrônicos. | O SPDA protege a estrutura e as pessoas contra incêndio e danos diretos. Surtos que queimam equipamentos exigem DPS e a proteção contra surtos da NBR 5419-4. |
| SPDA | Instalou uma vez, está protegido para sempre. | Captores, descidas e conexões corroem. Sem inspeção periódica e laudo, não há como saber se o sistema funciona. |
| SPDA | O projeto antigo continua valendo. | A análise de risco precisa ser atualizada quando muda a ocupação, a estrutura ou o entorno. Projeto sem ela é o desvio mais comum que vemos. |
| SPDA | O laudo é só medir o aterramento. | Inclui inspeção visual, continuidade elétrica, estado dos captores e descidas e verificação da análise de risco. |
| SPDA | Quanto maior o raio de proteção do captor, melhor. | A NBR 5419:2026 trabalha com ângulo de proteção, esfera rolante e malha. Captores que prometem raio ampliado (ESE) não são reconhecidos pela norma. |
| Aterramento | Neutro e terra são a mesma coisa. | Têm funções diferentes. Ligação indevida entre eles gera risco de choque e funcionamento errado da proteção. |
| Aterramento | Cravar uma haste resolve. | O resultado depende do solo, da geometria e da equipotencialização, e só a medição confirma. |
| Aterramento | Medir uma vez na instalação basta. | A resistência varia com a umidade e a estação do ano, então a medição precisa ser repetida. |
| Aterramento | Qualquer multímetro mede aterramento. | Precisa de terrômetro e método adequado, como o de queda de potencial. |
| Subestação | Se nunca deu problema, não precisa de manutenção. | Falhas se formam por anos (aperto, sujeira, umidade) e aparecem de uma vez, geralmente com a fábrica parada. |
| Subestação | Limpeza é só estética. | Poeira com umidade causa trilhamento, descarga e aquecimento. No litoral, a maresia acelera a corrosão. |
| Subestação | Reaperto de conexões é exagero. | Dilatação térmica e vibração afrouxam conexões, e conexão frouxa é a principal origem de ponto quente. |
| Subestação | O ajuste de fábrica do disjuntor ou do relé já protege. | Ajuste padrão raramente coordena com a rede do cliente. A proteção atua tarde demais ou desarma tudo junto. |
| Termografia | A termografia substitui a manutenção. | Ela só diagnostica. A correção vem da manutenção. |
| Termografia | A temperatura absoluta indica a gravidade. | O que conta é a diferença entre fases, componentes similares e a temperatura ambiente, sempre com a instalação sob carga suficiente. |
| Termografia | Dá para inspecionar com o painel fechado. | A câmera não vê através da porta. A inspeção exige abrir o painel com procedimento e EPI, ou ter janela de inspeção infravermelha. |
| Proteção | O estudo de seletividade feito uma vez vale para sempre. | Ampliou carga, trocou transformador ou relé, o estudo envelheceu. Deve ser revisado a cada alteração. |
| Proteção | O relé não precisa de teste. | Relé falha em silêncio. O defeito só aparece quando a falta acontece. |
| Proteção | Usando EPI, o arco elétrico não é problema. | O EPI é a última barreira. O estudo de arc flash define a categoria necessária e as medidas para reduzir a energia incidente. |
| NR-10 | O curso vale para sempre. | A reciclagem é a cada 2 anos e antecipada em troca de função ou afastamento maior que 3 meses. |
| NR-10 | O certificado do curso já autoriza o trabalhador. | Além do curso, é preciso exame de saúde em dia e autorização formal da empresa. |
| NR-10 | O prontuário é uma pasta para guardar. | É a documentação que comprova a conformidade e deve ser revisada e atualizada. É obrigatório em estabelecimentos com carga instalada acima de 75 kW. |
| NR-10 | Desligar o disjuntor já deixa o serviço seguro. | Faltam as demais etapas: bloqueio e etiquetagem, constatação de ausência de tensão e aterramento temporário. |
| EPI/EPC | A luva isolante só precisa de inspeção visual. | Exige ensaio dielétrico a cada 6 meses. Dano interno não aparece a olho nu. |
| EPI/EPC | Qualquer luva serve para qualquer tensão. | A classe da luva deve ser compatível com a tensão de trabalho. |
| Gerador | Gerador parado não dá problema. | A bateria descarrega, o combustível degrada e o quadro de transferência pode travar. |
| Gerador | Ligar sem carga já é teste. | Teste sem carga não mostra se ele sustenta a instalação. Funcionar sempre com pouca carga também prejudica o motor diesel. |
| NR-12 | Máquina antiga está dispensada. | A NR-12 se aplica a máquinas antigas. O retrofit existe justamente para isso. |
| NR-12 | O botão de emergência é suficiente. | Ele não substitui proteções, intertravamentos e circuitos de comando seguros. |
Revisado por Eng. José Montenegro, engenheiro eletricista, especialista em proteção de sistemas elétricos de potência e responsável técnico da Mont Engenharia · Atualizado em 15 de outubro de 2026
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