Por Eng. José Montenegro, engenheiro eletricista, especialista em proteção de sistemas elétricos de potência e responsável técnico da Mont Engenharia · Publicado em 15 de ago. de 2026 — Subestações
Equipamentos diferentes, não só voltagem diferente
13,8 kV costuma usar disjuntores a vácuo ou SF6 compactos e cubículos blindados típicos de entrada industrial. 69 kV usa disjuntores SF6 de grande porte, chaves seccionadoras motorizadas e pórticos — é outra escala física de instalação, não só outro número na placa.
A interface com a concessionária muda o jogo
Em 69 kV, quase toda intervenção depende de desligamento programado com a distribuidora e, com frequência, acompanhamento de equipe dela. Em 13,8 kV isso é mais raro — a manobra costuma ficar dentro do próprio limite da instalação do cliente.
Ensaios adicionais em 69 kV
Análise de gases dissolvidos e furfural do óleo, medição de tan delta de buchas e transformadores, verificação de proteção diferencial e de distância — diagnósticos que uma subestação de 13,8 kV geralmente não exige.
Periodicidade parecida, execução bem diferente
As duas seguem a mesma lógica — inspeção semestral, preventiva anual, ensaios completos a cada 2-3 anos — mas o tempo de execução, o número de técnicos e a complexidade logística em 69 kV são maiores.
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Sobre o autor
José Montenegro é engenheiro eletricista, especialista em Proteção de Sistemas Elétricos de Potência pela EBPós (2026) e responsável técnico da Mont Engenharia, com mais de 10 anos em campo em manutenção industrial, subestações, proteção de sistemas elétricos de potência, laudos e inspeções elétricas, SPDA e aterramento e NR-10. É autor do e-book Desvendando o Prontuário de Instalações Elétricas.