Publicado em 12 de set. de 2026 — Manutenção Preditiva
O que a câmera térmica realmente mede
A câmera não mede a temperatura absoluta com precisão de laboratório — ela compara a temperatura de um ponto com a de componentes equivalentes sob a mesma carga. Um disjuntor 15°C mais quente que os disjuntores idênticos ao lado é o dado relevante, não o número absoluto isolado.
Como a gravidade costuma ser classificada
A prática de termografia elétrica trabalha com faixas de diferença de temperatura (delta-T) em relação ao componente de referência: diferenças pequenas indicam monitoramento; diferenças moderadas indicam reparo programado na próxima janela; diferenças grandes indicam intervenção antes da próxima carga alta, por risco real de falha. A classificação exata depende do tipo de componente e da carga no momento da medição — por isso o relatório deve vir com essa contextualização, não só a imagem térmica.
Falso positivo: quando o ponto quente não é o painel
Reflexo de sol em superfície metálica, proximidade de um motor em operação ou até o ângulo da câmera podem gerar uma leitura quente que não representa um defeito real. Por isso a inspeção qualificada confirma um ponto suspeito com uma segunda medição em ângulo diferente, ou com a carga temporariamente reduzida, antes de classificar como crítico.
O que fazer com o relatório na mão
Separe os pontos por prioridade (crítico, moderado, monitorar), programe os críticos na próxima janela de manutenção disponível — não espere a preventiva anual — e guarde o histórico: o mesmo ponto aparecendo em campanhas seguidas, mesmo com temperatura estável, indica uma tendência que vale investigar antes que piore.